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Morte de Carlos Castro: veja aqui as reacções

Margarida Martins

A presidente da Associação Abraço, Margarida Martins, recordou hoje o colunista social Carlos Castro, encontrado morto na sexta-feira num hotel em Nova Iorque, como um "homem atento, polémico e muito frontal".

Margarida Martins afirmou ter ficado chocada com a morte de Carlos Castro e lembrou que na última Gala de Travesti que realizou manifestou publicamente que estava "muito contente" por ir de férias para os Estados Unidos.

Há 19 anos que o jornalista e cronista social apoiava a Abraço na realização da Gala dos Travestis, que se realiza tradicionalmente no Dia Mundial de Luta Contra a Sida (01 de dezembro).

"Ele apoiava-me sempre, apesar de às vezes se zangar connosco, mas era tudo da boca para fora, não era do coração. Era uma pessoa muito generosa e muito preocupada", reforçou a presidente da associação de apoio a pessoas com VIH/Sida.

Margarida Martins destacou também o contributo de Carlos Castro para desmistificar a questão da homossexualidade em Portugal: "Sempre falou abertamente de tudo, sempre esteve ao lado das pessoas. Era uma pessoa polémica, muito frontal e isso é muito importante neste país".

 

Maria Barroso

Maria Barroso, que assinou o prefácio do último livro de Carlos Castro, que foi assassinado na sexta-feira num quarto de hotel em Nova Iorque, descreveu hoje o colunista social como uma "pessoa dotada de uma grande delicadeza".

A mulher do antigo Presidente da República Mário Soares escreveu o prefácio do livro "As mulheres que marcaram a minha vida", uma compilação das crónicas que Carlos Castro tinha publicado nos últimos anos na revista ‘Moda & Moda’.

No livro, o quinto e último que publicou, Carlos Castro escreve sobre as 13 divas que marcaram o seu percurso pessoal e profissional, entre as quais a fadista Amália Rodrigues, a atriz Beatriz Costa e as princesas Diana e Grace Kelly.

Carlos Castro "tinha a preocupação que as mulheres fossem também lembradas e não fossem apenas ressaltados os papéis dos homens e isso foi muito interessante. Foi o que me fez aderir ao convite" para prefaciar o livro, contou Maria Barroso à agência Lusa.

"Ele foi sempre uma pessoa extremamente simpática comigo, de uma grande delicadeza e agora quando escreveu o último livro pediu-me para prefaciar o livro e para o apresentar e foi isso que fui fazer", acrescentou.

 

Armando Esteves Pereira

O diretor adjunto do Correio da Manhã (CM), Armando Esteves Pereira, lamentou hoje a morte do colunista Carlos Castro, sublinhando que o jornal perde um colaborador "exemplar", figura de referência no setor mas que manteve sempre uma "grande humildade".

"Era um homem de uma humildade e um profissionalismo exemplar. O Correio da Manhã perde um colaborador bom e exemplar", disse Armando Esteves Pereira à agência Lusa.

Carlos Castro colaborava há vários anos com o jornal do grupo Cofina com uma crónica diária e uma entrevista semanal, publicada aos domingos.

De acordo com o diretor adjunto do Correio da Manhã, o cronista deixou prontas algumas entrevistas programadas para as próximas semanas.

Armando Esteves Pereira diz que a marca de Carlos Castro fica para sempre registada no mundo social, até porque o colunista "foi o inventor do 'jetset' social que temos".

"Há figuras que foi ele que inventou, são figuras que ele criou e que muito lhe devem", referiu o diretor adjunto do CM.

Armando Esteves Pereira disse ainda saber que, de acordo com a família de Carlos Castro, o cronista queria que as suas cinzas ficassem em Nova Iorque, "a cidade que mais gostava", uma situação "curiosa" numa morte "trágica e cruel".

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