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MAIS DO QUE UM BLOG SOBRE TELEVISÃO

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Entrevista: Ana Guedes Rodrigues - “Na TVI há um espírito de equipa pouco comum”

Ana Guedes RodriguesA jornalista e pivô do ‘Diário da Manhã’, na TVI, diz ter ficado impressionada com “a relação humana que existe entre José Eduardo Moniz, Manuel Moura Guedes e João Maia Abreu” e todos os que trabalham na estação de Queluz de Baixo.

- É o rosto do ‘Diário da Manhã’. Fez casting?

- Com a chegada do TVI 24, a redacção da TVI sofreu algumas alterações. Uma delas foi a passagem do José Carlos Araújo do ‘Diário da Manhã’, na TVI, para o ‘Diário da Tarde’, no TVI 24. O lugar tinha de ser ocupado e depois do casting a Manuela Moura Guedes entendeu que o meu perfil se adaptava bem ao formato do programa.

 

- Como é apresentar um bloco informativo tão cedo?

- É um verdadeiro desafio e, muitas vezes, uma autêntica aventura. Tem um lado muito positivo e um lado que, não diria negativo, mas menos bom. É um jornal difícil de fazer por vários motivos. São três horas em directo, em que, apesar de muitas coisas serem repetidas, há muitas outras completamente novas, que vão entrando ao longo da manhã. Para além disso, não é um jornal em que o pivô tenha como única preocupação o lançamento das reportagens.

- Pode explicar?

- É um espaço noticioso em que o apresentador tem também ao seu encargo a revista de imprensa, a meteorologia, a actualização das informações de trânsito e, sobretudo, a responsabilidade de acordar os portugueses.

- Obriga a uma dinâmica...

- Implica, de facto, muito dinamismo, muita energia e muito boa disposição todos os dias, sem esquecer o profissionalismo e a seriedade que um espaço informativo impõe. Tudo isto, num horário complicado. A equipa entra na TVI por volta das quatro da manhã e começa imediatamente a produzir conteúdos para o jornal. Reina sempre o bom humor e a energia. Mas para isso temos de ser muito disciplinados nas nossas rotinas diárias. Deitar tarde está fora de questão.

- A que horas se deita?

- Normalmente entre as 20 e as 20h30.

- Que semelhanças encontra entre o ‘Diário da Manhã’ e o ‘Telediário’, que apresentou no Canal Porto?

- São jornais muito diferentes. Na duração, no ritmo e mesmo nos conteúdos. O ‘Telediário’ é um jornal com cerca de meia hora, com reportagens de dois minutos, sobretudo de cariz regional. No ‘Diário da Manhã’ são três horas de noticiário nacional e internacional, com reportagens de apenas um minuto ou notícias de breves segundos lidas pelo pivô. Depois, há uma grande diferença entre os dois: o número de pessoas que vê. É claro que o empenho com que apresento o ‘Diário da Manhã’ é o mesmo com que apresentava o ‘Telediário’, mas a responsabilidade pesa muito mais, porque qualquer erro que eu cometa assume outras proporções. Seja como for, ambos são um verdadeiro desafio.   

- Gostava de ter um parceiro na condução do jornal?

- Seria por certo uma experiência engraçada. Não sei se iria ser mais fácil ou mais difícil. Por um lado, o trabalho seria dividido por dois, por outro, teria sempre de estar em sintonia com essa pessoa e nem sempre se assiste a isso nas duplas de pivôs. Tem de haver cumplicidade e compatibilidade na forma de apresentar.

- Esteve sempre na informação?

- Nem sempre. Quando entrei no Porto Canal, durante uns meses só fiz programação. De qualquer forma, sempre com uma vertente informativa.

- Como foi parar à televisão?

- Mais ou menos a meio do curso. Os meus professores de TV começaram a dizer que talvez fizesse sentido experimentar jornalismo televisivo. No final da licenciatura, e uma vez que tinha uma boa média, escolhi como local de estágio curricular um dos canais de TV que tinha protocolo com a faculdade: a TVI Porto. Estagiei lá meio ano e durante esse período percebi que gostava mesmo muito de TV. Como no final do estágio não havia vaga no Porto, candidatei-me a uma na delegação do Algarve. Fui seleccionada e fiquei lá quase um ano, como repórter. 

- Então nem sempre foi o que quis...

- Agora que olho para trás percebo que nas minhas brincadeiras de infância já havia um certo encantamento pela televisão. Lembro-me que fingia apresentar jornais e gostava muito de fazer entrevistas nas festas de família. Na altura, não me passava pela cabeça que fosse uma profissão. Hoje, mais do que a minha profissão, é um sonho concretizado. A adrenalina do directo, o trabalho sem rede, o improviso, a pressão do tempo, a conquista do público, a obrigatoriedade do poder de síntese… Tudo em TV é fascinante e todos os dias são diferentes. Há sempre desafios. Um dia calmo pode, de um momento para o outro, tornar-se numa verdadeira aventura. E eu gosto muito desse lado do jornalismo.

- Como é trabalhar com a equipa da TVI?

- A TVI é um óptimo sítio para trabalhar. Há um espírito de equipa pouco comum à maioria das empresas. Antes de entrar na TVI via, às vezes, a transmissão das galas e pensava: “Será que eles são mesmo assim no local de trabalho? Será que também são uma espécie de família?” Descobri as respostas quando cheguei a Queluz de Baixo. É mesmo como se vê na TV e os patrões dão o exemplo. Fiquei impressionada com a relação próxima e humana que o José Eduardo Moniz, a Manuela Moura Guedes, o Mário Moura e o João Maia Abreu têm com as pessoas que trabalham na TVI. Fui muito bem recebida pela equipa TVI.

EM LISBOA AINDA ME PERCO

Ana Guedes Rodrigues trocou o Porto pela capital devido a um desafio profissional. “Estava há duas semanas na TVI Porto e vim fazer uns testes de pivô a Lisboa. Correram bem e perguntaram-me se estaria disponível para vir viver para Lisboa”, conta. A jornalista não hesitou. “Disse logo que sim.” A adaptação está a ser “muito fácil”. Porém, admite: “Ainda me perco imenso, mas mal cheguei a Lisboa fiz logo um grande amigo: o GPS! Ajuda-me a chegar a todo o lado e tenho conhecido sítios muito engraçados.”

PERFIL: 'SOU FALADORA POR NATUREZA'

Licenciada em Jornalismo e Ciências da Comunicação pela  Universidade do Porto, cidade onde nasceu, Ana Guedes tem 27 anos. Reside em Lisboa e diz ter saudades do Porto. “É e será sempre a minha cidade. Sinto falta da família, dos amigos, da minha cadela, das francesinhas…” Em Lisboa, socializa com os colegas:  “Vamos ao cinema...”