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Assessores do governo LIGAM PARA A TVI à Sexta-Feira

Manuela Moura Guedes está indignada. Os ministros recusam os seus convites para ir ao seu jornal, mas depois acusa, QUEREM SABER o alinhamento das notícias.

Desde o início de Janeiro, talvez devido ao Caso Freeport de Alcochete, vários acessores do Governo socialista têm ligado para a redacção da TVI à sexta-feira, dia do Jornal Nacional - 6.º Feira de Manuela Moura Guedes, para saberem o alinhamento das notícias. Mas não só. "Falam com alguns jornalistas, pois querm saber o que temos e, também, saber se há alguma bronca com ministros. Nestas duas últimas semanas foi impressionante...", conta indignada a directora-adjunta de Informação, em exclusivo, à revista TV Guia.

Satisfeita por saber que tem jornalistas em quem pode confiar e que não alinham neste jogo, Manuela Moura Guedes não deixa de referir que estes comportamentos "são um atropelo completo" àquilo que deve ser a relação entre o poder e um orgão de comunicação social. "É uma vergonha, inconcebível. Não me lembro de alguma vez isto ter acontecido", crítica, acrescentando que os assessores são conhecidos: "Estão ligados ao topo do Governo. Não, não vou dizer nomes..."

Será que um deles é Luís Bernardo, assessor de José Sócrates e ex-jornalista da TVI? A directora-adjunta diz que, "felizmente, ele já não faz parte dos quadros da estação", a exemplo de outros colegas mais antigos. "Ainda bem que rescindiu. Há pouco tempo soube que ele, numa aula que deu na faculdade, disse aos alunos que aconselha o primeiro-ministro a não ir ao meu jornal. Pelos vistos é ouvido!", ironiza, contando que Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, "é o único" a manter vínculo a Queluz de Baixo.

Manuela Moura Guedes desconhece ainda se este trabalho dos assessores - "pressões" para uns, curiosidade para outros - também acontece na concorrência, RTP e SIC. Aquilo que sabe é que, até hoje, já lá vão oito meses, nunca teve no Jornal de 6.ª um ministro para esclarecer o que quer que fosse, apesar de os convidar constantemente. "Numa semana, chego a convidar vários, e só oiço nãos! Começo a suspeitar de que estão proibidos por Sócrates. Só pode ser", acusa.


Estreias na RTP1

A série Pai à Força, com Pepê Rapazote e Carla Salgueiro estreia dia 6 e A Minha Família com Carloto Cotta e Fernando Luís dia 12.

 

PAI À FORÇA:"Um dramalhão" é como Pepê Rapazote considera a nova série que a RTP1 estreia no próximo dia 6 (às 21:00), Pai à Força, da qual é protagonista. Esta nova produção nacional conta com duas temporadas, num total de 52 episódios, e promete, ainda segundo o actor, "fazer chorar as pedras da calçada". Esta série conta a história de um homem que derrepente se torna "pai" de três crianças, que ficam órfãs após morte subita de um casal amigo.

A MINHA FAMÍLIA: Na semana seguinte (dia 12), arranca a sitcom A Minha Família, com Fernando Luís a encabeçar o elenco. Adaptada da produção britânica My Family, da BBC, a trama gira em redor das peripécias divertidas da família Teixeira. "É uma família completamente disfuncional, já ninguem se entende naquela casa", explica Fernando Luís, que diz com humor que o papel de pai de família o persegue.