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CALOR DA TARDE ACABOU!

José Castelo Branco e Cláudia Jacques eram dois dos comentadores da rubrica de Contacto da SIC

A direcção de Programas da SIC, a cargo de Nuno Santos, decidiu acabar com a rubrica ‘Calor da Tarde’, inserida no ‘Contacto’, apresentado por Maya e Nuno Graciano. Os comentadores Marta Cardoso, Cláudia Jacques, Rute Marques, João Malheiro e José Castelo Branco foram dispensados e esta semana não vão para o ar.
A direcção de Programas adiantou ao CM que ‘Contacto’ "está em fase de reformatação e nesse processo decidimos acabar com a rubrica por considerarmos que ela não se enquadrava no novo ‘desenho’ do programa que queremos que seja mais virado para a música e para o humor".

Para João Patrício, director de Conteúdos da Comunicasom, produtora dos programas ‘Fátima’ e ‘Contacto’, "isto é um processo normal nos programas de televisão. Tudo tem uma data para começar e nada tem data para acabar".

"Foi uma decisão da Direcção de Programas da SIC, com a qual nós, obviamente concordámos. Já existe um espaço para discussão do mundo cor-de-rosa de manhã, no ‘Fátima’, e à tarde corríamos o risco de repetir formatos. É só isso", adiantou ao CM.

Marta Cardoso, uma das comentadoras, confirmou que lhe foi comunicado que a rubrica do ‘Contacto’ tinha acabado. "Deixou de haver ‘Calor da Tarde’. Não foi um despedimento em massa, porque se não a rubrica continuaria a existir com outros comentadores", notou.

Fernanda Bueno ( www.correiomanha.pt)  
 
TVI 24 quer-se inovador

Com o arranque previsto para 20 de Fevereiro, pouco se sabe sobre o canal de notícias da TVI. Inovador, com comentadores exclusivos, mais reportagem e respeito pelas fronteiras do jornalismo são algumas das expectativas.

Há muito que se aguardava a criação de um canal de informação na estação de Queluz. Depois de ter sido anunciado para os últimos anos, o TVI 24 vai, finalmente, começar a emitir a 20 de Fevereiro. Além de ser dirigido pelo jornalista João Maia Abreu, não são muitos os dados revelados pela TVI sobre o projecto. José Eduardo Moniz, director-geral, disse recentemente que a nova emissão terá um espírito diferenciado do dos canais já existentes, sem se esgotar nos noticiários, e com "programas variados".

Questionados pelo JN, o jornalista Paulo Querido, a investigadora na área dos média Felisbela Lopes, e o também jornalista e comentador Carlos Magno deram algumas pistas sobre o que gostariam que fosse o novo canal.

Na opinião do primeiro, é provável que a TVI continue a desenvolver a reportagem nacional, área onde tem investido. Actualmente considera o jornalista, no cabo, apenas o "60 minutos", da SIC Notícias, pode ser considerado como um programa de reportagens, mas com a particularidade de não serem portuguesas. Nos generalistas, a criação do "30 minutos" pela RTP1 é "insuficiente".

Paulo Querido espera que a estação marque a diferença ao criar mais espaço para o jornalismo temático, como, por exemplo, o que aprofunda as matérias de ciência ou a tecnologia, área onde este último tem desenvolvido a sua actividade profissional.

No que diz respeito à criação de programas, o jornalista "teme" que acabe por ser uma réplica das emissões sobre o social e o "mundo cor-de-rosa", já existentes, até na própria TVI ("Deluxe"). "Tem olhos garantidos, mas será uma pena se assim for".

Esta posição não é partilhada por Felisbela Lopes. A docente da Universidade do Minho diz não ver problema em que se "operem sinergias com as revistas cor-de-rosa do grupo, desde que se "respeite a privacidade". Aliás, a integração na grelha de rubricas como o "Proteste já" (do programa "Caia Quem Caia"), é uma questão que encara "de forma mais cautelar", bem como situações que coloquem em risco as "fronteiras do jornalismo".

A investigadora considera positivo que o canal vá "além do registo noticioso", que invista na reportagem e discuta a actualidade, tornando mais democrática a opinião dos espectadores.

Para Carlos Magno, a opinião, mas a de comentadores convidados, pode ser um dos atractivos do TVI 24, desde que sejam exclusivos da estação. "Estou farto de ver as mesmas pessoas a circular de umas televisões para as outras, repartindo o seu pensamento com os diversos projectos editoriais".

 

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