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Privatização da RTP é “erro colossal”

“Sou particulamente sensível à responsabilidade dos media”, declarou esta quarta-feira Arons de Carvalho aos deputados da Comissão para a Ética, Cidadania e Comunicação. A audição ao ex-deputado socialista decorre no âmbito da apresentação dos  candidatos ao Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que Arons de Carvalho vai integrar.

 

O antigo secretário de Estado da Comunicação Social mostrou-se contra a privatização de um canal da RTP que considera ser “um erro colossal”. Já Raquel Alexandra, antiga jornalista da SIC e que também irá integrar a ERC, recusou falar sobre este tema.

O socialista tem como “prioridade máxima melhorar a pedagogia” da ERC, uma vez que se “desconhece o papel” desta entidade. Arons de Carvalho quer ainda “tornar mais activo o papel do conselho consultivo”, mas entende que “o grande desafio” para o regulador será a implementação da Televisão Digital Terrestre.

A audição aos candidatos ainda decorre com Raquel Alexandra a esclarecer os deputados. A jornalista considera que o regulador deve ter uma intervenção quase excepcional. “A regulação não pode pôr em causa questões como a liberdade de expressão”, sublinhou.

Hoje foram já ouvidos Maria Luísa Gonçalves e Rui Gomes. Questionado sobre o Serviço Público (SP), este apontou que o SP não pode ser “seguidista” de outros órgãos e deve “reger-se por outros critérios, que seja forte e que tenha audiência”. Apesar de defender perante os deputados que uma das principais missões da ERC deve ser “a salvaguarda do serviço público”, Rui Gomes foi mais cauteloso do que Arons de Carvalho sobre a privatização de um canal público. “Desconhecendo as propostas, é prematuro falar sobre os resultados de uma possível alienção de um canal da RTP”, declarou. A sessão começou com a última audição do actual conselho regulador.