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Maria Elisa é a única jornalista que resta para contar como foi a emissão das presidenciais de 1976

Maria Elisa: A última resistente

Com as primeiras presidenciais democráticas em Portugal, Fernando Balsinha, Adriano Cerqueira, Raul Durão e Maria Elisa ficaram para a história da RTP. "Já cá não estão", lamenta a jornalista, que teve de fazer as contas dos votos

Maria Elisa é a única jornalista que resta para contar como foi a emissão das presidenciais de 1976. "O Fernando Balsinha, o Adriano Cerqueira e o Raul Durão já cá não estão. Morreram todos prematuramente", lamenta. "Há 20 anos que vejo partir amigos. Um dos meus melhores amigos era o Mário Bettencourt Resendes, que morreu tão cedo."

A emissão especial prolongou-se "por mais de 30 horas, já que os resultados da contagem dos votos por distritos surgiam de forma lenta", recorda. Na maratona televisiva, os jornalistas "apenas podiam ir a casa tomar um duche". Maria Elisa ficou encarregada das contas. "Feitas à mão e de cabeça, num quadro gigantesco e com giz". Por isso, diz: "O computador era eu e nem tinha telemóvel ou auricular. Sempre gostei de matemática e diverti-me muito", lembra à NTV.

Os candidatos às presidenciais eram Otelo Saraiva de Carvalho, Pinheiro de Azevedo, Octávio Pato e Ramalho Eanes, que foi eleito. "A RTP tinha contacto directo com Ramalho Eanes que tinha sido director de programas", revela.

Neste domingo não vai acompanhar as presidenciais a par e passo. "Os candidatos são coniventes com o estado a que o País chegou. Não deixo de votar, mas gostava que tivesse aparecido um Obama com uma promessa nova."