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Renato terá estado 4h no quarto com o cadáver de Carlos Castro

Renato terá estado 4h no quarto com o cadáver de Castro | © DRDurante a curta audiência desta sexta-feira no Tribunal Criminal de Manhattan, em Nova Iorque, foram dadas a conhecer as perícias médico-legais que provam que o cronista terá falecido por volta das 14 horas (19 horas em Portugal) no passado dia 7 de Janeiro.

Assim, surge a probabilidade de Renato Seabra, o único suspeito até à data do homicídio, ter estado durante quatro horas no quarto com o cadáver de Carlos Castro, visto que só pelas 18 horas (23 horas em Portugal) é que Vanda, a ex-mulher do jornalista Luís Pires, e a filha Mónica terão encontrado o modelo na entrada do hotel Intercontinental, altura em que havia abandonado o quarto, avança o Correio da Manhã.

De relembrar que o jovem de 21 anos teve ontem uma audiência via videoconferência a partir da ala psiquiátrica do Bellevue Hospital - que durou apenas 55 segundos -, onde os jornalistas portugueses e americanos presentes na sala do Tribunal puderam vê-lo através de uma tela de projecção.

Não foram permitidos fotógrafos na sala, mas os jornalistas refereriam que Seabra surgiu de bata branca, olhos no chão, imóvel e inexpressivo.

O juiz deliberou que Seabra ficará a aguardar uma próxima audiência no Supremo Tribunal do estado de Nova Iorque sob custódia policial e sem direito a fiança. O caso será levado ao Supremo Tribunal no próximo dia 1 de Fevereiro, altura em que Seabra deverá declarar-se culpado ou não culpado.
A audiência de ontem destinava-se apenas a determinar as condições em que Seabra ficaria a aguardar a acusação formal em tribunal.

A confissão

Segundo o Público, a procuradora Maxine Rosenthal referiu-se ao caso como "um crime muito grave e violento". Um resumo da acusação da procuradoria entregue aos jornalistas confirma que Renato Seabra confessou à polícia que matou Carlos Castro, atacando-o "por vários meios, incluindo": "asfixiou-o", "apunhalou-o com um saca-rolhas", "pisou-o", "bateu a cabeça de Castro contra um monitor de televisão" e "cortou-lhe os testículos".

O mesmo documento contém mais detalhes sobre os resultados da autópsia, notando que o rosto de Carlos Castro apresentava marcas de sapato, um osso hióide fracturado (osso em forma de U que suporta os músculos da língua), evidência de compressões do pescoço, cortes, trauma na cabeça causado por forte impacto e castração dos testículos.