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Corpo de Carlos Castro deverá ser cremado hoje nos arredores de Nova Iorque

castroO corpo do colunista social Carlos Castro deverá ser cremado hoje, numa casa funerária nos arredores de Nova Iorque, disse à Lusa fonte ligada à família.

A cremação terá lugar na Bergen Funeral Services, casa funerária situada no condado de Bergen, Nova Jérsia, segundo adiantou Luís Pires, amigo do colunista social de 65 anos, assassinado na sexta feira, em Nova Iorque.
Fonte da Embaixada de Portugal em Washington adiantou à Lusa que o reconhecimento do cadáver foi feito na terça feira, às 18h00 (23h00 de Lisboa), por duas irmãs de Castro, no centro de medicina legal de Nova Iorque.

Cerimónias fúnebres terão componente religiosa
As cerimónias fúnebres de Carlos Castro em Nova Iorque terão uma componente religiosa, já que ele tinha "convicções" cristãs, indicou Cláudio Montez, amigo do colunista social assassinado nos Estados Unidos.
Juntamente com duas irmãs de Carlos Castro, Cláudio Montez desembarcou hoje em Newark, arredores da cidade, para cumprir as formalidades relacionadas com as cerimónias fúnebres do amigo.
Essas cerimónias, já tinha dito, serão "muito discretas", de acordo com a vontade manifestada pelo colunista social. "Cerimónias em Portugal sim, aqui [será] tudo muito discreto, segundo a vontade do Carlos", disse Montez, à chegada a Newark, cerca das 16:30 locais (21:30 de Lisboa).
"As cinzas vão ser deitadas algures [em Nova Iorque]. Não sabemos onde nos permitem fazer a cerimónia. O desejo era que fosse em Times Square, não sei se pode ser", disse o amigo de Castro.
Montez referiu ainda que "toda a família está de acordo" quanto à forma como vão decorrer as cerimónias na cidade norte-americana, pela qual Castro frequentemente se declarou apaixonado.
O colunista, de 65 anos de idade, foi morto na sexta feira no Hotel Intercontinental, próximo de Times Square. A polícia acusou pelo crime o jovem modelo português Renato Seabra, que se encontra em detenção no Hospital Bellevue, de onde só poderá sair com alta médica.
Apesar de várias tentativas, a mãe de Seabra, Odília Pereirinha, ainda não conseguiu ver o filho, ao fim de dois dias em Nova Iorque.
Hoje, Montez referiu que ainda não está decidido quando terão lugar as cerimónias fúnebres de Castro, pois só agora a família vai tratar dos preparativos. "Não sabemos nada neste momento. Só sabemos que houve uma grande desgraça, que vamos tentar resolvê-la da melhor forma e que acreditamos na justiça americana", adiantou.
Amélia Castro, irmã de Carlos Castro, disse ter conhecido o alegado homicida, que recorda como uma pessoa "muito fria, introvertida, muito calada".
"Nunca pensei, quando recebi a notícia, que aquele rapaz... não sei definir", disse, visivelmente emocionada. "Eu acho que o Renato se aproximou mais do meu irmão para se lançar na moda", acrescentou.
Adiantando que a última vez que falou com o irmão foi dias antes do Ano Novo, recordou: "Estava muito feliz porque vinha para Nova Iorque."
Seabra e Castro estavam desde dia 29 de dezembro em Nova Iorque, onde passaram o ano.
Em relação à família do suposto homicida, a irmã de Carlos Castrou confidenciou ter "pena" da mãe de Renato. "Também sou mãe e ela deve estar a sofrer imenso. Para ele [Renato] não tenho palavras", referiu.