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MORTE DE CARLOS CASTRO: Cláudio Montez diz que modelo de 21 anos "Aproximou-se do Carlos para ganhar protagonismo”

Cláudio Montez, amigo de Carlos Castro há trinta anos, diz que o jornalista andava com o ego em alta e feliz, mas reconhece que Renato poderia ter outros interesses.

– Como soube da notícia?

– Fui acordado às quatro da manhã por alguém que me enviou uma mensagem. No início não acreditei, porque já recebi outras do género. Já tinham morto o Carlos várias vezes. Só acreditei quando a polícia de Nova Iorque me ligou.

– Que explicação encontra para o que sucedeu?

– Nenhuma. Nada fazia prever isto. As mensagens que o Renato enviava ao Carlos eram as típicas mensagens entre dois namorados. Ele dizia que o amava e que nunca o ia deixar. O Carlos estava com o ego em alta e feliz.

– Conhecia bem o Renato?

– Estive várias vezes com ele. Estivemos um fim-de-semana em Madrid os três. Era um rapaz muito educado, reservado e tímido. Para ele, estava sempre tudo bem. Era talvez um pouco calado.

– O que achava da relação deles?

– Sou amigo do Carlos há trinta anos, conheci-lhe várias relações e assisti a vários deslizes dele, mas esta relação era a menos suspeita. Sei que o Renato nunca se aproximou do Carlos por uma questão de dinheiro, por exemplo. Nunca lhe pediu nada, nem sequer uns ténis. O que havia era uma ambição de carreira muito grande, e acho que foi por isso que ele se aproximou do Carlos, para ganhar protagonismo.

– A relação que eles tinham era assumida por ambas as partes?

– Sim. Sei que numa viagem a Londres, há coisa de mês e meio, o rapaz chamou a atenção do Carlos que não era homossexual. Mas um jovem de 21 anos que aceita dormir com o Carlos e que lhe manda mensagens a dizer "amo-te muito" é o quê? Ele tanto dizia ao Carlos que nunca o deixaria como de repente lhe perguntava: "E no dia em que eu arranjar uma namorada?"