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Canal de música da RTP terá de autofinanciar-se

O novo canal de música portuguesa que a RTP está a preparar não pode ser pago com dinheiros públicos. Jaime Fernandes, mentor do projecto, revela que o financiamento virá da publicidade, do pagamento dos operadores e da comercialização de conteúdos.

"A Administração (da RTP) sempre foi muito clara a esse nível: a ser feito, não pode ser ao abrigo do contrato de concessão (do serviço público de televisão)", explica o responsável. O canal, ainda em fase de projecto, terá de arranjar receitas próprias e ter contabilidade separada da do resto da estação.

Recorde-se que o documento que atribui à RTP o serviço público de televisão prevê, além dos canais existentes, em sinal aberto e no cabo, a criação de dois novos serviços de programas. Um destinado ao público infanto/juvenil, o outro de promoção das diferentes áreas do conhecimento.

"Nem a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) iria autorizar se o canal não fosse criado fora da concessão de serviço público. A RTP pode desenvolver os canais que entender, desde que o faça fora do financiamento público", prossegue.

E de que forma será feito esse financiamento? Por um lado, através dos montantes que as operadoras pagam pela distribuição do canal. Por outro, com as receitas da publicidade. Será ainda possível a rentabilização dos conteúdos produzidos pelo canal através de soluções como a sua disponibilização nas áreas de "video-on-demand".

Dedicado à produção nacional ou em língua portuguesa, "no mínimo 70% dos conteúdos" serão da responsabilidade do novo canal. "Queremos produzir pequenos telediscos, 'low cost', nada 'à Beyoncé'", revela Jaime Fernandes. Os restantes 30% poderão ser conteúdos da responsabilidade das próprias editoras.

Actual director de Novos Projectos da estação, Jaime Fernades é considerado o "pai" da Antena3. O canal de rádio dedicado à música em português lançado em Abril de 1994. Nascido em 1947, começou aos 13 anos no teatro infantil radiofónico. Aos 16, estreou-se como locutor na Lisboa 2 em estereofonia, que deu origem à Antena2. Já foi administrador da RDP e director de Programas da RTP.